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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Meter a navalha na carne.

A notícia é velha. Mesmo assim, rendeu um bom assunto para o blog. Lembra daquela lambança chamada Copenhague, uma reunião entre líderes mundiais para discutir problemas ambientais como o Efeito Estufa? Naquela ocasião, deveria ser feito um acordo para reduzir as emissões gasosas de poluentes e desse modo, melhorar a qualidade ambiental. Claro que nenhum país aceitou isso com medo de ter sua economia engessada. Antes de continuar com o assunto, seria melhor descrever o que é o Efeito Estufa e a sua relação com Copenhague para auxiliar o leitor mais perdido.



Nosso planeta é aquecido pela energia vinda do sol. Nossa atmosfera possui alguns gases capazes de absorver a toda essa energia, como numa estufa. Com isso, o planeta consegue ficar mais aquecido e isso é importantíssimo para a vida. O aquecimento global é o fenômeno que ocorre quando esse calor aumenta em todo o mundo. Nossas industriais, carros, chaminés e outras fontes poluidoras jogam inúmeras substâncias em formas de gás que são responsáveis pelo aquecimento global. O dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O) são bons exemplos e essas substâncias dispersas na forma de gases na atmosfera aumentam a capacidade dela em absorver calor. E daí? Segundo alguns cientistas, isso está por trás do derretimento de calotas polares, furacões, secas, chuvas, tempestades, enchentes e outros fenômenos. Há o IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas), um time de cientistas que avalia a relação entre poluição e clima mundial. Antes de acontecer a reunião Copenhague, um escândalo de enormes proporções ocorreu na Inglaterra. Dados confidenciais da Unidade de Pesquisa Climática (CRU) da Universidade de East Anglia foram vazados para o público. E essas informações revelam que o aquecimento global não é ocasionado pela poluição feita pelo homem. Ou seja, é tudo uma grande farsa elaborada pelos cientistas. O pior de tudo é que a CRU fornece informações para a IPCC e sendo assim, seria lógico pensar que os maiores especialistas na área de mudança climática estariam manipulando e distorcendo a verdade. O escândalo foi chamado de “Climagate”. Trocando em miúdos, a idéia de que a poluição gasosa produzida pelo homem afeta a climática planetária é uma mentira elaborada para que as empresas adotem uma postura “ecologicamente correta”. A conseqüência é o decréscimo na economia de muitos países. E agora? Quem está com a razão?



Estou apenas na faculdade e não tenho como definir isso, até porque não tenho nem a metade da experiência e do conhecimento dos gênios da IPCC. O aquecimento global pode ser verdade... Como também pode ser mentira. E daí? Vamos parar de buscar uma postura ecologicamente correta por causa disso? Não acredito mais na ciência. Todo o educador ambiental ou alguém que se interessa pelo assunto deveria deixar suas crenças científicas de lado. É a essência da educação ambiental.



Acredito, por exemplo, no dono de alguma empresa que trata o esgoto produzido durante o processo industrial, antes de descartá-lo. Pense na melhoria dos ecossistemas presentes nos rios e lagos trazida com essa postura e em quantas pessoas poderão consumir água potável.

Acredito nos engenheiros preocupados em construir mais ciclovias e desse modo, reduzir o número de carros nas ruas, o congestionamento, o stress, os acidentes, a poluição e a queda na qualidade ambiental. Mais gente transitando nas ruas significa menos gangues, arruaceiros e malandros se reunindo em ruas, parques e locais desertos para vender drogas, planejar assassinatos e etc.

Acredito nas associações e na cooperação de pequenos agricultores e na oportunidade do governo em investir neles para que o ambiente rural caminhe na direção do progresso, ao mesmo tempo em que se pratica a agricultura orgânica, sem venenos, agrotóxicos e outras químicas. Isso envolve, por exemplo, oportunidades de emprego, respeito ao meio ambiente e ao solo, alimentos de boa qualidade, aulas com engenheiros agrônomos e pesquisas para ensinar ao pequeno agricultor como é que se maneja o solo de modo adequado para garantir boa produtividade durante todos os ciclos.

Acredito na liberdade de pensamento, num novo ser humano, ética, na melhora de vida e do meio ambiente e na crítica contra a crença de que ciência é perfeita.

Precisamos de novas filosofias de vidas, posturas, valores morais e de novas formas de educar e de cidadãos com uma visão holística, ou melhor, a compreensão do todo. Todos os empregos, desde os mais simples, estão relacionados com a melhora na qualidade ambiental e da vida humana. Que fique bem claro. Se não, corremos o risco de adestrar a população, fazê-la obedecer a cientistas, líderes, governos e políticos nem um pouco éticos.

Precisamos da ciência e da política feita por homens conscientes.

Não vou opinar sobre aquecimento global e nem se o ambientalismo é correto ou não. Minha área de atuação é outra. É criticar. Ponto final.

Um comentário:

  1. Pois é, parece que todo esse barulho dessa reuniao nao deu em muita coisa nao.

    Ótimo post.

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